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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Gerações de EaD

Hoje no Brasil é muito comum nas instituições que oferecem cursos na modalidade à distância utilizarem características de duas ou mais gerações de EaD. Essa predominância está atrelada, no meu ponto de vista, as necessidades exigidas pelo público alvo, que está cada vez mais exigente e participativo no processo de comercialização e elaboração das propostas ofertadas por essas instituições. Assim, as instituições se sentem obrigadas a manter as características de certas gerações, a fim de não perder seus alunos (clientes), pois o caráter de customização está cada vez mais presente nesta modalidade de ensino.

Gostaria de compartilhar neste post um exemplo aplicado numa instituição que oferece cursos de pós-graduação à distância. Neste exemplo, a instituição utiliza as características de no mínimo quatro gerações, conforme explicitado a seguir:
  • 2ª geração: todos os nossos cursos de pós-graduação oferecem aos alunos material impresso no formato de livro texto. Apesar da utilização das ferramentas de comunicação online, os alunos de pós-graduação ainda sentem a necessidade do papel para fazer anotações, grifar as partes principais, bem como utilizá-los em momentos em que não há acesso a internet, pois grande parte desses alunos está em constantes viagens.
  • 3ª geração: utilização de videoconferência para as defesas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ou até mesmo para reuniões com a coordenação do curso.
  • 4ª geração: acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do curso, com todas as suas funcionalidades e ferramentas de comunicação e interação.
  • 5ª geração: utilização de recursos interativos ao longo do curso, que ultrapassam as funcionalidades do AVA, como por exemplo, comunicação via SMS.
A partir desse exemplo, é possível comprovar a coexistência das diversas gerações sendo empregadas nos cursos oferecidos na modalidade a distância. Essa necessidade na grande maioria das vezes está relacionada ao atendimento das expectativas e desejos dos alunos, que optam por propostas de cursos que estejam adequadas as sua realidade.

3 comentários:

  1. Diego, é importante lembrar que "[...] a difusão da microinformática, o acesso a microcomputadores por grande parte da população, o CD-ROM e a web potencializaram incrivelmente a educação a distância. Com o resultado desta incrível evolução dos últimos cinqüenta anos, a educação a distância tornou-se um recurso importante para todos os educadores. Seja para o ensino acadêmico (de graduação e pós-graduação), seja para o treinamento corporativo ou ensino fundamental. (CARDOSO, 2007, p. 21)."

    Parabéns pelo post. Abraço!

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  2. Olá Luiz, boa noite!
    Sem dúvida, não podemos esquecer desses meios que impulsionaram a evolução desta modalidade e consequentemente a inserção dessas gerações. Além disso, a EaD está em constante processo de mudanças/evolução, haja vista as diversas possibilidades apresentadas pelas tecnologias no mercado, que estão sendo inseridas no processo de ensino-aprendizagem.
    Gostei do comentário. Um grande abraço.
    Diego.

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  3. Caro Diego,

    Recebi seu post pelo Google Alerts e resolvi ler, lendo achei muito interessante sua visão porque vejo, constantemente, especialistas brasileiros em EaD escrevendo sempre a mesma coisa sobre a Educação a Distância e sua postagem apresenta aspectos interessantes e que são pouco considerados no debate sobre tecnologia e educação. Creio que você deva adicionar algumas funcionalidades como aulas síncronas via internet, conversa entre alunos e professores por vídeo e áudio, fora do TCC, uso de e-portifólio e agentes inteligentes no ensino e outras tecnologias em uso em países onde a EaD não sofre o preconceito no nível que sofre no Brasil na sua verificação de gerações para essa fique ainda mais completa e detalhada.

    Por final, deixe-me apresentar. Sou Engenheiro de Controle e Automação com mestrado em automação e sistema, ambos pela Universidade de Brasília. Atuo há sete anos com tecnologias voltadas para educação e, atualmente, sou diretor de uma faculdade americana que ensina brasileiros no exterior, a AMBRA College, utilizando de tecnologia de última geração com professores e alunos nos na Europa, Japão, Brasil e EUA.

    Mais uma vez, parabéns pela postagem.
    Alfredo Américo

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