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quinta-feira, 19 de março de 2015

O que o voo dos gansos tem a nos ensinar sobre trabalho em equipe?

Você já teve oportunidade de ver gansos ou outra espécie de pássaros voando em bando em forma de “V” ou outra espécie de pássaros? A natureza é uma biblioteca infinita de sabedoria para nos ensinar. Assim, quando vemos gansos voando em “V”, podemos nos perguntar sobre as razões pelas quais eles escolheram voar dessa forma.

Veja, a seguir, algumas descobertas interessantes feitas pelos cientistas.

1 À medida que cada ave bate suas asas, ela cria um “vácuo” que serve de sustentação para a ave seguinte. Voando em formação “V”, o grupo inteiro consegue voar com pelo menos 71% a mais de aproveitamento do que se cada ave voasse isoladamente.

VERDADE 1: Pessoas que compartilham um objetivo comum com sentido de equipe chegam ao seu destino mais depressa e mais facilmente do que se o fizessem sozinhas, porque elas se apoiam na confiança e na solidariedade uma das outras.
2 Sempre que um dos gansos sai de formação, ele repentinamente sente a resistência do ar e o atrito ao tentar voar só. Em seguida, retorna à formação para tirar vantagem do poder de sustentação da ave imediatamente à sua frente.

VERDADE 2: Existe mais força, segurança e coesão em grupo quando pessoas que vão na mesma direção compartilham seu objetivo comum do que quando atuam isoladamente.
3 Quando o ganso líder se cansa, ele se muda para trás da formação, enquanto a ave seguinte assume a liderança, num perfeito revezamento.

VERDADE 3: O revezamento é extremamente vantajoso quando se tem um trabalho árduo, e mesmo os líderes devem se revezar.
4 Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem o ritmo e a velocidade.

VERDADE 4: Cada integrante da equipe necessita ser reforçado com apoio ativo e encorajamento para que o ritmo do trabalho não seja quebrado, atingindo-se o objetivo comum mais rapidamente, e assim todos saem ganhando.
5 Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem para ajudar e proteger. Eles o acompanham até a solução do problema, e então os três reiniciam a jornada ou se juntam à outra formação até que encontrem seu grupo original.

VERDADE 5: É preciso ser solidário não só nas palavras mas principalmente nos atos.

Sendo assim, quando falamos em trabalho em equipe, estamos falando de cooperação, de comprometimento, de estar por inteiro com sua equipe de trabalho. Portanto, o trabalho em equipe é fundamental para o desenvolvimento das pessoas e como estratégia para alcançar melhores resultados na organização.

E como está o trabalho em equipe na organização que você faz parte? É possível aprender com a prática dos gansos? Qual sua contribuição para que sua organização realmente trabalhe em equipe?

Aguardo suas reflexões.

terça-feira, 4 de junho de 2013

APLICAÇÃO DE TÉCNICAS VIVENCIAIS EM AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM (AVA): DRÁCULA SAIU DO TÚMULO

A aplicação da técnica “Drácula saiu do túmulo”, técnica vivencial que favorece o processo de ensino aprendizagem teve como princípio norteador o desenvolvimento das características e o comportamento do empreendedor, face às constantes mudanças e volatilidade enfrentada nos ambientes organizacionais e no mercado global. Assim, a técnica buscou avaliar os aspectos de liderança e negociação, o raciocínio lógico-matemático, habilidade para solucionar problemas, comunicação e visão, características essas essenciais para a formação do perfil do empreendedor. Além disso, a técnica oportunizou a integração e ativação do grupo, que puderam “quebrar o gelo”, normalmente presente em cursos na modalidade a distância, onde a grande maioria dos alunos não se conhece.
Para que os resultados esperados com a aplicação da técnica pudessem ser obtidos com êxito, se fez necessário um alinhamento com o objetivo da disciplina Comportamento Empreendedor, que é “compreender os principais aspectos referentes ao comportamento do em­preendedor, sua importância no cenário socioeconômico e o ciclo de vida das organizações” (CAMILOTTI, 2009, p. 5). A partir dessa integração, foi possível aplicar a técnica, a fim de simular o comportamento do empreendedor, permitindo aos alunos uma vivência com as principais características e o perfil do empreendedor.  
 Segundo Bueno e Lapolli (2001), os empreendedores possuem cinco características essenciais, que devem ser trabalhadas para estarem sempre presentes nos indivíduos que buscam um diferencial: velocidade, polivalência, visão, capacidade de realização e entender de gente. Essas características citadas foram inseridas no contexto da técnica do Drácula aplicada aos alunos do MBA em Consultoria Empresarial, pois são consideradas fundamentais para a formação do comportamento empreendedor. Por outro lado, Lezana e Tonelli (1998), apresentam quatro características determinantes para a formação do comportamento empreendedor: necessidades, valores, habilidades e conhecimentos que complementa as características trazidas por Bueno e Lapolli (2001).
A técnica vivencial aplicada aos alunos do MBA em Consultoria Empresarial a distância foi realizada por intermédio do AVA. Os alunos foram divididos em dois grupos, sendo que cada grupo elegeu um negociador e um observador. Todo o processo de comunicação entre negociadores e os integrantes do grupo ocorreu por meio de ferramentas síncronas e assíncronas disponíveis no AVA. O quadro a seguir mostra a relação das características do empreendedor segundo Bueno e Lapolli (2001) com a praticada e assimilada durante a realização da técnica pelos alunos do curso.

CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDEDOR
Bueno e Lapolli (2001)
Técnica Drácula
- Velocidade: raciocínio rápido e capacidade de expressar as idéias.
- Velocidade: raciocínio lógico-matemático, conseguir apresentar a solução do problema com maior rapidez.
- Polivalência: fácil adaptação a grupos e novos ambientes.
- Polivalência: conseguir trabalhar com pessoas desconhecidas e de diversas áreas de atuação/conhecimento. Utilização da tecnologia para gerenciar o processo de comunicação entre os membros do grupo.
- Visão: capacidade de imaginar o futuro.
- Visão: capacidade de compreensão, análise, avaliação e ação sobre um desafio/situação proposta, buscando sempre visualizar o futuro.
- Capacidade de realização: capacidade de realizar o que foi planejado.
- Capacidade de realização: realizar o que foi planejado para a conclusão da tarefa.
- Entender de gente: habilidade de lidar com pessoas, de se relacionar dentro e fora da organização.
- Entender de gente: pode ser considerada a principal característica do empreendedor, ter habilidade para se relacionar com as pessoas do grupo, buscando extrair o conhecimento de cada membro a fim de encontrar a solução do problema.
                   
Essa relação estabelecida entre as características difundidas pelos autores Bueno e Lapolli (2001) com as características apresentadas durante a aplicação da técnica vivencial foram aceitas e compreendidas pelos alunos do curso, indo ao encontro do objetivo da atividade e da disciplina, além de proporcionar o desenvolvimento do comportamento empreendedor.
De acordo com Dolabela (1999), as características e o comportamento do empreendedor podem ser adquiridos e desenvolvi­dos e, apesar de ainda não ser possível garantir sucesso às pessoas que as tenham, pode-se dizer que aqueles que as possuem poderão ter mais chances de serem bem-sucedidos. Ainda segundo o autor, alto nível de energia e forte comprometimento são algumas das qualidades comuns nos empreendedores. Porém, salienta que assim como são diferentes os estilos pessoais, também são diferentes os perfis dos empreendedores.
   Compreender o perfil e comportamento do indivíduo empreendedor e sua relação com a organização que construiu é de suma importância para aqueles que buscam trabalhar com essas pessoas (CAMILOTTI, 2009). Por isso, a necessidade de vivenciar essa realidade por meio da aplicação de uma atividade simulada, tornando o aprendizado dos alunos mais eficaz e ao mesmo tempo interativo e estimulante, aliado ao uso da tecnologia e suas ferramentas colaborativas.
As ferramentas colaborativas utilizadas na educação a distância são fundamentais para a inserção das práticas vivenciais, pois possibilitam uma aprendizagem colaborativa, na qual alunos ajudam-se no processo de aprendizagem, atuando como parceiros entre si e com o professor-tutor, com o intuito de adquirir conhecimento sobre um dado objeto (CAMPOS et al., 2003).
Nesse sentido, a proposta pedagógica do curso MBA em Consultoria Empresarial visa proporcionar um aprendizado flexível, basicamente realizado a distância, por intermédio do AVA. Sua estrutura baseia-se no incentivo ao aprendizado interativo, cooperativo/colaborativo e na auto-aprendizagem, proporcionando uma aprendizagem significativa (VIEIRA et al., 2009). Esse processo de aprendizagem consente a aplicação de técnicas vivenciais, permitindo a compreensão dos conceitos teóricos abordados, sua aplicação à realidade, bem como organizar e relacionar o novo com o antigo conhecimento.
Por fim, vale ressaltar, a importância da aplicação de técnicas vivenciais em cursos de pós-graduação a distância, por meio da utilização de ferramentas colaborativas e de uma proposta pedagógica que vá ao encontro das necessidades e ensejos de um aprendizado significativo, interativo e colaborativo, buscando simular a realidade vivenciada pelos indivíduos e organizações. Na técnica apresentada neste trabalho, foi possível compreender sua importância para o atendimento do objetivo da disciplina, que era desenvolver o comportamento empreendedor dos alunos do curso. Assim, entende-se que a aplicação de técnicas vivenciais aliadas a utilização da tecnologia torna-se uma estratégica pedagógica fundamental para os cursos na modalidade a distância, pois além de proporcionar uma integração e aquecimento do grupo, é possível viver uma realidade não muito distante.

REFERÊNCIAS

BUENO, J. L. P.; LAPOLLI, É. M..
Vivências Empreendedoras: empreendedorismo tecnológico na educação. Florianópolis: UFSC - FAPEU, 2001.
CAMILOTTI, Luciane.
Comportamento empreendedor. Florianópolis: SENAI/SC Florianópolis, 2009.
CAMPOS, F. C. A.
et al. Cooperação e aprendizagem online. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
DOLABELA, F.
Oficina do empreendedor: a metodologia de ensino que ajuda a trans­formar conhecimento em riqueza. São Paulo: Cultura, 1999.
LEZANA, A. G. R., TONELLI, A. O comportamento do empreendedor. In: De MORI, F. (org.).
Empreender: identificando, avaliando e planejando um novo negócio. Flo­rianópolis: Escola de Novos Empreendedores, 1998.
VIEIRA, D. C.
et al. Guia do professor-tutor. Florianópolis: SENAI/SC DR, 2009.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Aplicação da Trilha do Conhecimento no Curso EaD


Gostaria de compartilhar com vocês uma experiência bastante significativa produzida no desenvolvimento de um curso de Pós-graduação a Distância na instituição de ensino em que trabalho. Este curso possui dois encontros presenciais para fechamento das disciplinas estudadas a distância. É o momento dos alunos interagirem presencialmente e trocar experiências com seus colegas de curso. No último encontro presencial realizamos uma atividade que denominamos “Cerimônia de Encerramento das disciplinas a Distância”, que é um ato simbólico para celebrar este momento tão importante do curso.
Envelopes com o nome dos alunos
colado na parede

Ao longo dos dias do encontro presencial (3 dias), os alunos são instigados a responder a algumas perguntas (5 perguntas), que os fazem refletir sobre todo o processo de aprendizagem ao longo do curso. Cada aluno recebe uma etiqueta, onde registram as respostas, e depositam a mesma num envelope com seus respectivos nomes.

Durante o registro das perguntas, os alunos não sabem o motivo das mesmas serem realizadas, pois o intuito da atividade é deixa-los curiosos e surpresos com o resultado. No último dia do encontro, no momento da cerimônia de encerramento, os alunos recebem um certificado que eles mesmos construíram ao longo do presencial, o qual está registrado (colado) todas as respostas que eles responderam, formando uma Trilha do Conhecimento.
 
Trilha do Conhecimento
Os alunos ao receberem seu certificado construído por eles mesmos e mostrando sua trilha em busca do conhecimento é uma grande alegria e surpresa. Podemos dizer que a atividade é simples, mas que gera um grande impacto para o aluno, sendo possível de adaptação para diversas realidades. Além disso, é uma excelente ferramenta de feedback para a coordenação, pois os registros nos levam a informações valiosas sobre a percepção dos alunos quanto a metodologia (estrutura, recursos, estratégias de ensino, entre outros) do curso. Fica aqui a dica e quem tiver interesse de maiores informações, é só comentar aqui.

Abraços e espero que gostem!

terça-feira, 5 de março de 2013

Vantagens da implementação de um Guia do Aluno em Cursos de Pós-Graduação a Distância


A partir da implementação do guia do aluno na prática pedagógica dos cursos de pós-graduação a distância da instituição de ensino pesquisada, observou-se uma melhora significativa na padronização das ações relativas ao processo pedagógico e na própria estrutura das pós, havendo uma unificação das informações bem como na tratativa de atendimento aos alunos.

O guia faz parte do material didático que o aluno recebe antes de iniciar o curso, contemplando todas as informações referentes ao curso, o sistema de acompanhamento, o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), o sistema de avaliação do curso, bem como informações acadêmicas. Com essas informações em mãos, o aluno passou a ter mais autonomia durante o processo de aprendizagem, o que vai ao encontro da proposta pedagógica que fundamenta a pós-graduação, por meio de uma aprendizagem significativa.

Os benefícios alcançados pela implementação do guia do aluno atingem toda a equipe que acompanha o processo pedagógico do curso. Para o aluno, o guia resulta em mais independência durante seus estudos, agilidade em obter respostas a dúvidas relacionadas ao sistema de avaliação, cronograma do curso, utilização das ferramentas do AVA, entre outras. Já para a equipe de acompanhamento ao aluno (monitoria e coordenação pedagógica), as dúvidas relativas ao sistema de avaliação praticamente desapareceram, pois o guia especifica todo o processo avaliativo que o aluno será submetido. Além disso, a padronização das informações entre as pós oferecidas facilita o atendimento aos alunos, pois qualquer monitor ou coordenador poderão sanar dúvidas relativas aos cursos. 

Vale destacar ainda, que a entrega do guia do aluno está pautado num processo de sensibilização, concomitante a metodologia do curso, sendo apresentado na aula inaugural, para que todas as dúvidas possíveis sejam sanadas. Assim, alia-se a entrega do material impresso com uma etapa de sensibilização/apresentação, para que o objetivo do guia seja alcançado, trazendo resultados notórios para a instituição pesquisada.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Líder x Gerente: uma reflexão!



Quando falamos em gerência, muitas vezes visualizamos um profissional diretivo, que tem resposta para todos os problemas da organização. Esse é o perfil de gerente atual? Líder e gerente exercem a mesma função?

Todos nós exercemos ou exerceremos, em algum momento da nossa vida, uma posição de liderança ou gerência. Desmistificar essa figura como ente superior leva-nos a praticar, com naturalidade e entusiasmo, a força motivacional interna capaz de contagiar aqueles que nos rodeiam. É nesse momento que a liderança se torna legítima, quando passa pelo exemplo, dando verdadeiro significado ao discurso de líder.

A capacidade do gerente em conduzir, inspirar, apoiar e acreditar no potencial de seus colaboradores é o que transforma um líder de líderes.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Viver em Grupo é Difícil?

Um dos grandes desafios da sociedade atual é conviver em grupo de forma harmoniosa, haja vista as diferenças individuais de cada pessoa no seu jeito de pensar, refletir e agir. Nesse sentido, se faz necessário trabalhar essas características individuais, para que as mesmas se tornem comum a todos, cujo intuito é formar objetivos que sejam de interesses de todos os participantes de um grupo.

Quando pensamos em ambientes de ensino, sejam eles presenciais ou virtuais, estamos diante de diferentes grupos de alunos, que em alguns casos possuem os mesmos interesses e em outras situações possuem interesses distintos. Em ambos os casos, o papel do mediador é essencial, no intuito de fortalecer e orientar esses grupos para que assumam seu verdadeiro papel.

Nos cursos a distância, a formação dos grupos é sempre uma grande dificuldade, haja vista as barreiras ainda existentes para a interação entre os alunos nesta modalidade de ensino. Contudo, precisamos mudar tal realidade, pois os grupos também precisam aprender a interagir de forma virtual, trabalhando de forma colaborativa e indo ao encontro dos objetivos coletivos.

Imagem retirada do site: http://conquistarcomo.com.br/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Bibliografias Cooperação

O primeiro post deste ano, traz algumas indicações de livros sobre o tema “Cooperação”. Compartilho essas informações, pois estou escrevendo sobre o tema no trabalho de conclusão de curso da pós em Educação a Distância que curso e considero relevantes essas bibliografias para quem estuda essa temática. Segue a relação:

- COOPERAÇÃO E APRENDIZAGEM ON-LINE
FERNANDA C. A. CAMPOS, FLÁVIA MARIA SANTORO, MARCOS R. S. BORGES E NEIDE SANTOS

- PEDAGOGIA DA COOPERAÇÃO
Trabalhando com Grupos em Sala de Aula Através da Aprendizagem Cooperativa .
Frank Viana Carvalho

- JOGOS COOPERATIVOS: SE O IMPORTANTE É COMPETIR, O FUNDAMENTAL É COOPERAR
Fábio Otuzi Brotto

- O GRUPO COOPERATIVO - UMA METODOLOGIA DE ENSINO
DÉBORA PINTO NIQUINI
Boa leitura!